Fototerapia

Fototerapia

FOTOTERAPIA - O que é?

Fototerapia é a exposição da pele à luz ultravioleta de forma controlada e sob supervisão médica, utilizada de forma terapêutica e empregada para tratamento de muitas doenças de pele.

Trata-se de opção terapêutica para várias dermatoses de evolução crônica, como a psoríase, o vitiligo, dermatite atópica, o linfoma cutâneo, a parapsoríase, os eczemas, entre outras, trazendo resultados muito satisfatórios.

Quais os Tipos de Fototerapia

UVB

O tipo de terapia de luz que é geralmente usado para tratar a psoríase é conhecido como fototerapia UVB de banda estreita (narrow band). Aqui, a pele é exposta apenas aos comprimentos de onda da luz UVB entre 311 e 313 nanômetros. A ideia é que limitar o espectro de luz aumenta a eficácia e reduz o risco de efeitos colaterais (estes resumidos basicamente pelo aumento do risco de câncer de pele quando mais de 200 sessões de UVB).

PUVA

Outra opção é a chamada terapia “psoralen plus ultraviolet A” (PUVA). Envolve expor a pele à luz UVA e usar um medicamento conhecido como "psoraleno". Psoralênicos é o termo usado genericamente para descrever compostos chamados furocumarínicos, encontrados em plantas. São substâncias que, quando estimuladas pelo UV, se ligam às bases pirimidínicas do DNA celular, iniciando as reações fotoquímicas na pele.

A medicação torna a pele mais responsiva à luz UVA, aumentando seu efeito. O psoraleno pode ser tomado como um comprimido, aplicado na pele na forma de um gel ou creme, ou adicionado a um banho.

Tratamento para Vitiligo Através da Fototerapia

O que é Vitiligo?

O vitiligo é uma doença que causa a perda da cor da pele. Ocorre quando as células que produzem melanina morrem ou param de funcionar. A melanina é o pigmento que determina a cor da pele. Sem pigmento, a pele passa a apresentar manchas brancas e irregulares.

A extensão e taxa de perda de cor do vitiligo é imprevisível. Pode afetar a pele em qualquer parte do seu corpo. Pode também afetar o cabelos, pelos (também cílios e sobrancelhas) e mucosas. As áreas mais comuns afetadas pelo vitiligo estão acima dos olhos e no pescoço, axilas, cotovelos, genitália, mãos e joelhos.

Vitiligo afeta pessoas de todos os tipos de pele, mas pode ser mais perceptível em pessoas com pele mais escura. A condição não é fatal ou contagiosa. Pode ser estressante ou fazer você se sentir mal consigo mesmo.

Atualmente é uma doença que atinge aproximadamente 1% da população.

O Que Causa Vitiligo?

O vitiligo é uma condição autoimune que afeta homens e mulheres de todas as idades e raças. As células do sistema imunológico geralmente combatem a infecção, mas no vitiligo, as células do próprio sistema imunológico de uma pessoa começam a atacar as células pigmentares da pele (melanócitos).

Se houver algum caso de doenças autoimunes no histórico familiar, existe predisposição de desenvolver vitiligo. Ainda, a exposição a certos produtos químicos podem contribuir para o surgimento da doença.

Porém, as causas exatas do vitiligo não são conhecidas. Existem vários fatores que podem contribuir. Tais como:

  • Outro distúrbio autoimune (por exemplo: tireoidite de Hashimoto);
  • Desequilíbrio genético causado por estresse oxidativo metabólico (EOM);
  • Um evento estressante;
  • Exposição a produtos químicos;
  • Danos à pele, devido a uma queimadura ou corte por exemplo;
  • Causa neurológica;
  • Hereditariedade;
  • Vírus

Vitiligo não é contagioso e não se pode contrair a doença de outra pessoa. Pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum por volta dos 20 anos.

Quais são os sintomas do Vitiligo?

Começa como um ponto simples, um pouco mais pálido que o resto da pele, mas com o passar do tempo, esse ponto fica mais pálido até ficar branco. As Manchas de pele sem cor são o principal sinal de que uma pessoa tem vitiligo. Mas a condição também pode fazer com que o cabelo fique cinza ou branco nas áreas afetadas.

Essas manchas são de forma irregular. Às vezes, as bordas podem ficar um pouco inflamadas com um leve tom vermelho, resultando em coceira. Normalmente, no entanto, não causa desconforto, irritação, dor ou secura na pele. São mais comuns em áreas da pele expostas ao sol, como mãos, pés, braços, pernas e face. Outras áreas comuns para manchas brancas são as axilas, os olhos, a virilha, os genitais, o umbigo e entre os glúteos.

Pacientes com vitiligo estão suscetíveis ao envelhecimento precoce, devido à falta da proteção que a melanina exerce normalmente na pele.

Seus efeitos, no entanto, podem variar de pessoa à pessoa. Enquanto uns podem ter apenas algumas manchas brancas que não desenvolvem mais, outros desenvolvem manchas maiores que se juntam e afetam áreas maiores da pele.

Quais são os Tipos de Vitiligo?

Há dois tipos de vitiligo, segmentar e não-segmentar.

Vitiligo segmentar

Se espalha mais rapidamente que o vitiligo não-segmentar, mas é considerado mais constante e estável. Permanece em um lado do corpo e não se espalha.

Geralmente afeta áreas da pele ligadas aos nervos que surgem nas raízes dorsais da coluna. Tem resposta variável ao tratamento, com muitos casos com melhora ao tratamento tópico.

O vitiligo segmentar é menos comum que o vitiligo não segmentar, afetando cerca de 10% das pessoas com vitiligo, embora seja mais comum em crianças. Em crianças, quase sempre começa mais cedo, afetando 3 em cada 10 crianças com vitiligo.

Vitiligo não-segmentar

É o tipo mais comum de vitiligo, afetando cerca de 9 em cada 10 pessoas com a doença . Os sintomas geralmente aparecem em ambos os lados do corpo como manchas brancas simétricas. Estas manchas podem aparecer no DORSO das mãos, braços, pele em torno das aberturas do corpo (como os olhos e boca), joelhos, cotovelos e pés, bem como em áreas de trauma (denominado fenômeno de Koebner).

O vitiligo não segmentar pode, ainda, ser subdividido em:

  • Generalizado: Não há área específica ou tamanho determinado de placas. Este é o tipo mais comum.
  • Acrofacial: Principalmente nos dedos das mãos ou dos pés.
  • Universal: Despigmentação cobre a maior parte do corpo. Esse tipo é raro.
  • Focal: Uma ou algumas manchas brancas espalhadas se desenvolvem em uma área discreta. Na maioria das vezes ocorre em crianças pequenas.

Como o Vitiligo é Diagnosticado?

Principalmente realizando um exame clínico, buscando uma anamnese do paciente, histórico familiar e médico, exame físico e testes (Lâmpada de Wood) para diagnosticar o vitiligo. Se as manchas já são numerosas e distribuídas, o diagnóstico pode ser feito sem nenhum exame adicional.

Já nas formas iniciais da doença, com muito poucas lesões visíveis, o diagnóstico pode ser um pouco mais difícil, sendo necessário realizar alguns exames. Os testes podem incluir a coleta de pequena amostra (biópsia) da pele afetada para ser examinada, exames de sangue, condições autoimunes, diabetes, entre outros específicos para cada caso.

Tratamento do Vitiligo

Diversos tratamentos podem ser utilizados, como a utilização de cremes que controlam a inflamação e também medicamentos que afetam o sistema imunológico. Porém, mais recentemente, terapias que envolvem a utilização de luz ultravioleta avançaram bastante no combate a doenças de pele, apresentando ótimos resultados no tratamento do vitiligo.

Trata-se de um tratamento com luz ultravioleta, podendo ser utilizado para crianças e adultos. Particularmente quando combinada com outros tratamentos, tem um efeito muito positivo sobre o vitiligo.

Durante o tratamento, sua pele é exposta à luz ultravioleta A (UVA) ou ultravioleta B (UVB) de uma lâmpada especial.

Os equipamentos para o tratamento fornecem uma luz artificial de UV, podendo ser realizado em todo corpo ou áreas específicas, que são especialmente projetados para tratar doenças da pele, incluindo vitiligo.

A terapia com UV (incluindo a luz solar natural) tem o efeito de amortecer o sistema imunológico na pele. Pode também ter o efeito de 'estimular' melanócitos para repigmentar a pele.

Terapia PUVA

É uma fotoquimioterapia que combina fototerapia UVA com psoraleno, um fotossensibilizador. Esta combinação permite o aumento do número de melanócitos na pele, estimulação da formação de melanossomas e sua transferência para os queratinócitos. Um efeito imunossupressor também é possível.

Fotoquimioterapia sistêmica (PUVA sistêmico)

É indicada em casos de acometimento extenso da dermatose ou em indivíduos com lesões espessas. Também é indicada em pacientes com pele tipo III ou mais, segundo a classificação de Fitzpatrick.

Fotoquimioterapia tópica (PUVA tópico)

É indicada em quadros localizados, como, por exemplo vitiligo segmentar ou pequenas manchas isoladas, além de psoríase palmoplantar ou de acometimento do couro cabeludo.

Fototerapia UVB narrowband (UVB banda estreita)

É considerada por vários autores primeira escolha para o tratamento do vitiligo. Segura e efetiva, apresenta resultados comparáveis ao PUVA sistêmico.

O UVB diminui o efeito imunológico das células melanocíticas, diminuindo então a atividade do vitiligo e estimulando a melanogênese.

O uso de radiação ultravioleta de espectro estreito (pico de emissão a 311 nm) ajuda a limitar a ocorrência de eritema ou queimaduras. É o tratamento de escolha para vitiligo moderado a grave.

O número de sessões varia de 20 a 50, é continuado à medida que a repigmentação é observada. Até o momento, não foram reportados efeitos sistêmicos, o que a torna uma opção segura inclusive para crianças e gestantes. A aparência da pele repigmentada é mais estética do que com a puvaterapia. Essa técnica parece ser tão eficaz quanto a PUVA.

Benefícios

A terapia com UVB é segura e, para a maioria das pessoas, pode impedir que o vitiligo piore e levar a um bom grau de recuperação da cor da pele. Ao contrário dos cremes, pode impedir que novas manchas de vitiligo apareçam "tratando" áreas de pele que parecem normais, mas provavelmente já apresentam alguma inflamação.

Dermatite Atópica Tratamento com Fototerapia

O que é Dermatite Atópica

Pele seca, manchas vermelhas, coceira forte. A apresentação desses sintomas podem configurar Dermatite atópica (ou eczema atópico) e é cada vez mais comum. Embora afete principalmente bebês e crianças pequenas, em alguns casos pode persistir ou iniciar em adolescentes ou adultos.

Apesar de sabermos cada vez mais sobre a origem da dermatite atópica, hoje não existem estratégias formalmente validadas para evitar sua ocorrência. No entanto, é possível tomar diversas precauções para sofrer menos com seus sintomas.

Quais os sintomas

As crianças e os adultos geralmente apresentam erupções cutâneas vermelhas e com prurido na parte de trás do pescoço e dos joelhos e nas dobras do cotovelo. Pode apresentar pequenos inchaços e pele escamosa. A erupção também pode se desenvolver no rosto, pulsos e antebraços.

Coceira, pele grossa, escura e com cicatrizes podem ser sinais de dermatite atópica. A coceira é geralmente pior à noite, quando está em repouso ou em períodos de estresse emocional.

A coceira também pode levar à infecção por bactérias, esta com inchaço vermelho que pode ser preenchido por pus.

Os sintomas em diferentes idades:

Bebês

Uma criança pode ter 2 ou 3 meses de idade quando a dermatite atópica começa e geralmente causa:

  • Uma erupção que aparece de repente e:
    • torna a pele seca, escamosa e com coceira.
    • formas no couro cabeludo e rosto, especialmente nas bochechas (pode aparecer em outras áreas do corpo).
    • pode produzir pequenas bolinhas, que ao coçar podem produzir fluido.
    • Problemas para dormir.
    • Infecções da pele, comuns devido a fricção e coçar.

Crianças

Quando a DA começa entre os 2 anos de idade e a puberdade, a criança frequentemente apresenta estes sinais e sintomas:

  • Uma erupção que muitas vezes começa nas dobras dos cotovelos ou joelhos. Outros locais comuns para a erupção aparecer são o pescoço, punhos, tornozelos e/ou pregas entre as nádegas e as pernas.
  • Coceira, manchas avermelhadas e escamosas onde a erupção aparece.

Com o tempo, a pele com dermatite atópica pode:

  • Ficar irregular, parecendo arrepios permanentes.
  • Clarear (ou escurecer) na área de ocorrência.
  • Engrossar, para se proteger de arranhões constantes.
  • Desenvolver pequenos nódulos
  • Piora da coceira influenciando significativamente a qualidade de vida.

Ao falar sobre a pele espessa, seu dermatologista pode usar a palavra liquenificação. Esta palavra significa pele espessa, com acentuação dos sulcos naturais dela.

Adultos

É raro que os adultos iniciarem o quadro de DA. A maioria das pessoas (90%) começa a conviver com a dermatite atópica antes dos 5 anos de idade. E destas, cerca de metade (50%) continuam a ter sinais e sintomas mais leves de DA quando adultos, ou esta pode ter uma apresentação diferente daquela quando criança. Para adultos, a DA frequentemente:

  • Aparece nas dobras dos cotovelos ou joelhos e nuca.
  • Cobre muito do corpo.
  • Pode ser especialmente perceptível no pescoço e no rosto.
  • Pode ser especialmente ruim ao redor dos olhos.
  • Causa uma pele muito seca.
  • Causas coceiras constantes.
  • Causa pele escamosa.
  • Leva a infecções de pele.

Se uma pessoa teve dermatite atópica por anos, manchas de pele podem ser espessas e mais escuras do que o resto da pele (ou mais claras). A pele espessa pode coçar durante o dia todo.

Adultos que tiveram dermatite atópica quando crianças e não têm mais, podem com frequência apresentar os seguintes sintomas:

  • Pele extremamente seca.
  • Pele que é facilmente irritada.
  • Eczema de mão.
  • Problemas oculares (eczema nas pálpebras, ceratite, cegueira em casos graves).

Quais as causas da Dermatite Atópica

Os pesquisadores ainda estão estudando o que causa a dermatite atópica. Através destes estudos, já se sabe que:

  • Não é contagioso : não há necessidade de se preocupar em pegar ou passar a alguém.
  • É hereditário : as pessoas que desenvolvem geralmente têm membros da família que têm dermatite atópica, asma ou rinite alérgica. Isso significa que os genes desempenham um papel na causa da DA.
    • As crianças têm maior probabilidade de desenvolver se um ou ambos os pais tiverem dermatite atópica, asma ou rinite.
    • Cerca de metade (50%) das pessoas com dermatite atópica grave (afeta uma grande área do corpo ou é muito sintomática) contrairá asma e cerca de dois terços (66%) terá rinite.

Apesar de muita pesquisa ainda não se tem conhecimento sobre o que causa essa doença complexa. Acredita-se que muitos fatores interagem nas causas. Esses fatores incluem nossos genes, onde vivemos e o modo como nosso sistema imunológico funciona.

Como é Feito o Diagnóstico de Dermatite Atópica

Para diagnosticar a dermatite atópica, é realizado um exame clínico e anamnese. É importante saber se no histórico familiar, existe algum caso de dermatite atópica, asma ou rinite.

Em alguns casos, pode ser realizado um teste para diferenciar da dermatite de contato. Este teste médico é usado para encontrar alergias. Envolve a colocação de pequenas quantidades de alérgenos (substâncias que causam alergias para algumas pessoas) na pele, com o objetivo de verificar reações. Estudos sugerem que alguns alérgenos podem piorar ou estarem associados à dermatite atópica.

Tratamento para Dermatite Atópica

A fototerapia é indicada para o controle da dermatite atópica mediante seus mecanismos antinflamatórios e imunossupressores. Ocorre a inibição das citoquinas produzidas pelos linfócitos T, que medeiam a resposta imunológica para o desenvolvimento das lesões eczematosas.

O tratamento com a radiação UVB e UVB narrow-band mostram bons resultados, sendo indicado para pacientes com curso crônico da dermatose e na manutenção terapêutica. A UVB narrow-band é considerada por alguns autores indicação de escolha para induzir a melhora em longo prazo da dermatite atópica, além de ser segura a aplicação em crianças.

O PUVA sistêmico é indicado na fase aguda da dermatite atópica, nos casos de formas graves com comprometimento extenso da superfície cutânea. Essa modalidade terapêutica pode ser utilizada durante a regressão e retirada da corticoterapia nos pacientes corticodependentes.

O tratamento com altas doses de radiação UVA-1 com aplicações freqüentes em curto período pode ser alternativa aos corticoesteróides, não interferindo no desenvolvimento da criança.

O PUVA tópico está indicado em lesões eczematosas localizadas, como, por exemplo, em região palmoplantar.

As sessões são realizadas duas ou três vezes por semana, com diminuição da freqüência após controle do quadro clínico.

Tratamento para Psoríase com Fototerapia

O que é Psoríase

A psoríase é uma condição da pele que faz com que as células da pele se multipliquem até 10 vezes mais rápido que o normal. Isso faz com que as células se acumulem rapidamente na superfície da pele. As células extras da pele, formam escamas e manchas vermelhas com que às vezes, coçam e ardem.

A psoríase é uma doença crônica que muitas vezes vem e vai. O principal objetivo do tratamento é impedir que as células da pele cresçam tão rapidamente. Em pessoas com psoríase, esse processo de produção pode ocorrer em apenas alguns dias. Por causa disso, as células da pele não têm tempo de cair. Esta rápida superprodução leva ao acúmulo de células da pele.

A psoríase geralmente aparece no início da idade adulta. Para a maioria das pessoas, afeta apenas algumas áreas. Em casos graves, a psoríase pode cobrir grandes partes do corpo. As placas podem curar e depois voltar ao longo da vida de uma pessoa.

Não há cura para a psoríase, mas você pode gerenciar os sintomas. Medidas de estilo de vida, como hidratar, parar de fumar e controlar o estresse, podem ajudar.

Sintomas

Os sinais e sintomas da psoríase são diferentes de pessoa para pessoa. Sinais e sintomas comuns incluem:

  • Manchas vermelhas de pele coberta com escamas grossas e prateadas
  • Pequenos pontos descamativos (comumente vistos em crianças)
  • Pele seca e rachada que pode sangrar
  • Comichão, ardor ou dor
  • Unhas espessas, com descamação ou sulcadas
  • Articulações inchadas e rígidas

Pessoas com psoríase na pele também podem ter simultaneamente um tipo de artrite chamada artrite psoriática. Causa dor e inchaço nas articulações. Estima-se que entre 10% a 30% das pessoas com psoríase também têm artrite psoriática.

Tipos

Existem vários tipos de psoríase:

  • Psoríase em placas, que causa placas vermelhas e descamativas sobre joelhos, cotovelos, falanges dos dedos e outros locais do corpo
  • Psoríase do couro cabeludo, com placas vermelhas sobre ou ao redor do couro cabeludo. Apesar do aspecto ser muito incômodo aos pacientes, raramente leva a alopécia (perda de cabelo).
  • Psoríase pustulosa, que causa pele vermelha e escamosa com pequenas pústulas nas palmas das mãos e solas dos pés.
  • Psoríase gutata, que geralmente começa na infância ou na idade adulta jovem, causa pequenas manchas vermelhas, principalmente no tronco e nos membros. Os gatilhos podem ser infecções respiratórias, faringite estreptocócica , amigdalite , estresse, lesões na pele e uso de medicamentos antimaláricos e betabloqueadores.
  • Psoríase inversa, que produz lesões vermelhas brilhantes e brilhantes que aparecem nas dobras cutâneas, como nas axilas, na virilha e abaixo dos seios.
  • Psoríase eritrodérmica, que provoca vermelhidão da pele e descamação completa. É desencadeada por normalmente infecções graves, certos medicamentos, tratamento irregular ou parada brusca de alguns tipos de tratamento da psoríase . Está precisa ser tratado imediatamente porque é grave, podendo em alguns casos levar a quadros muito dramáticos.

O que causa a psoríase?

Ninguém sabe a causa exata da psoríase, mas especialistas acreditam que é uma combinação de coisas. Algo de errado com o sistema imunológico provoca inflamação, provocando novas células da pele para formar muito rapidamente. Normalmente, as células da pele são substituídas a cada 10 a 30 dias. Com a psoríase, novas células crescem a cada 3 a 4 dias. O acúmulo de células antigas sendo substituídas por novas cria essas escalas de prata.

A psoríase pode ocorrer em famílias, mas estipulasse que apenas 10% dos casos tenha influência genética.

O que pode desencadear um surto de psoríase:

  • Cortes, arranhões ou cirurgia
  • Estresse emocional
  • Infecções por estreptococos (bactérias)
  • Medicamentos, incluindo
  • Medicamentos para pressão arterial (como beta-bloqueadores)
  • Tabagismo e alcoolismo

Diagnóstico

Exame físico

Geralmente é fácil para o dermatologista diagnosticar a psoríase, especialmente se você tiver placas em áreas como, couro cabeludo, orelhas, cotovelos, joelhos, umbigo e unhas.

Porém, em alguns casos é necessário a realização de exame histopatológico.

Exame Histopatológico

O médico pode fazer uma biópsia, removendo um pequeno pedaço de pele e examinando-a para ter certeza de que você tem psoríase. Não há outro teste para confirmar ou descartar a psoríase.

Tratamento através de Fototerapia

Tratamentos de psoríase reduzem a inflamação da pele. Existem alguns tipos de tratamento para psoríase, porém vamos tratar de fototerapia. A fototerapia usa luz natural e artificial para tratar a psoríase. Fototerapia é recomendada quando uma pessoa tem psoríase moderada a grave ou psoríase que não respondeu a outros tratamentos.

Fototerapia Ultravioleta B (UVB)

A fototerapia UVB usa um comprimento de onda de luz invisível aos olhos humanos. A luz diminui a produção de células da pele e é um tratamento eficaz para a maioria dos tipos de psoríase que não responderam aos tratamentos tópicos.

Até o momento, não foram reportados efeitos sistêmicos, o que a torna uma opção segura inclusive para crianças e gestantes.

Cada sessão demora apenas alguns minutos, mas pode ser necessário ir ao consultório médico 2 a 3 vezes por semana durante o tratamento.

Psoralen plus ultraviolet A (PUVA)

Para este tratamento, você receberá primeiro um comprimido contendo compostos chamados psoralenos, ou o psoraleno pode ser aplicado diretamente na pele. Isso torna sua pele mais sensível à luz.

Sua pele é então exposta a um comprimento de onda de luz chamado ultravioleta A (UVA). Esta luz penetra na sua pele profundamente.

Este tratamento pode ser usado se você tiver psoríase grave que não tenha respondido a outro tratamento.

Os efeitos colaterais incluem náuseas, dores de cabeça, ardor e coceira. Pode ser necessário usar óculos especiais por 24 horas após tomar o comprimido para evitar o desenvolvimento de catarata.

O uso prolongado deste tratamento não é incentivado, pois pode aumentar o risco de desenvolver câncer de pele.

Terapia de luz combinada

Combinar a fototerapia com outros tratamentos geralmente aumenta sua eficácia.

Alguns médicos usam fototerapia em combinação com medicamentos tópicos, auxiliando a diminuição do tempo total de tratamento. Podem ser utilizados antralina, derivados do coaltar, derivados da vitamina D, retinóides e corticoesteróides.

O uso de radiação UVB associado aos corticoesteróides tópicos mostra diminuição do tempo de remissão da doença. Pode-se também associar ceratolíticos em áreas com hiperceratose, como, por exemplo, região palmoplantar, com a finalidade de melhorar a penetração da luz.

Como é o Procedimento

Dependendo de quais áreas a psoríase afeta, uma pessoa pode fazer fototerapia em uma área, como mãos ou couro cabeludo, ou em todo o corpo. Áreas sensíveis da pele, como olhos e genitais, devem ser protegidas antes do tratamento.

A fototerapia requer várias sessões para aumentar gradualmente a quantidade de tempo que a pele é exposta à luz ultravioleta e dar tempo para regenerar a pele.

Os pacientes geralmente passam por três a quatro sessões de terapia de luz por semana ao longo de 2 a 3 meses. Geralmente se observa uma melhora em 2 a 4 semanas, dependendo do tipo de fototerapia.

A pele de cada pessoa reage à fototerapia de maneira diferente, tanto em eficácia em diminuir sintomas como em quanto tempo esses resultados podem durar. O tempo médio de remissão é de 3 a 12 meses.

Devido ao aumento do risco de câncer de pele, os dermatologistas recomendam que as pessoas limitem o uso de fototerapia psoraleno e ultravioleta A (PUVA) para 150 sessões

Fototerapia Funciona?

Fototerapia é eficaz para reduzir ou eliminar os sintomas da psoríase.

Estima-se que 75% das pessoas que usam a terapia de ultravioleta B (UVB) de banda estreita, que é o tipo mais comum, desenvolverão melhora quase ou totalmente completa da pele. Isso durará pelo menos 6 meses.

Pesquisas descobriram que os tratamentos UVB de banda estreita são eficazes contra uma forma mais rara de psoríase chamada psoríase gutata aguda e que as pessoas estavam satisfeitas com este tratamento.

De acordo com o Instituto de Qualidade e Eficiência em Cuidados de Saúde , o uso de terapia de luz para tratar a psoríase resulta em melhorias notáveis ​​ou em uma redução completa dos sintomas em 50% a 90% das pessoas.

Tipos de Fototerapia

O melhor método de fototerapia dependerá de quais partes do corpo a psoríase afeta.

Existem muitas maneiras diferentes de fornecer terapia de luz para a psoríase, incluindo diferentes tipos de luz e equipamentos.

O dermatologista escolherá o método de fototerapia a ser usado com base nos seguintes fatores:

  • Quanto do corpo a psoríase afeta;
  • Que partes do corpo a psoríase afeta;
  • Quanto a psoríase afeta a qualidade de vida de um indivíduo;
  • Saúde geral de uma pessoa;
  • Tipo de pele de uma pessoa.

Uma diferença fundamental entre as várias formas de fototerapia é o tipo de luz UV usada no tratamento:

  • UVA tem um comprimento de onda longo. Pode passar por janelas de vidro e penetrar em níveis mais profundos da pele. As pessoas devem usar tratamentos UVA em combinação com psoraleno, o que torna a pele mais receptiva aos raios UVA.
  • O UVB tem um comprimento de onda menor. Só atinge os níveis superiores da pele e não requer psoraleno.

Os diferentes tipos de terapia de luz para a psoríase incluem:

  • UVB de banda estreita - A fototerapia de banda estreita, a terapia de luz mais comum, limita os comprimentos de onda de luz usados ​​no tratamento a 311-313 nanômetros , para diminuir a chance de possíveis efeitos colaterais.
  • UVB de banda larga - A fototerapia de banda larga é a forma mais antiga de terapia de luz para a psoríase. Ele usa um comprimento de onda mais amplo do que a terapia de banda estreita.
  • Laser UVB - As técnicas de laser usam um feixe menor e mais direcionado de UVB.
  • PUVA tópico - Com o PUVA, uma pessoa encharca um banho ou aplica uma loção contendo psoraleno, o que torna a pele mais receptiva ao tratamento com luz UV que se segue.
  • PUVA oral - Com PUVA oral, uma pessoa toma pílulas contendo psoraleno antes da fototerapia. Esta forma de tratamento pode ser especialmente útil para placas muito grossas.
  • Laser de corante pulsado (PDL) - Os dermatologistas geralmente usam o PDL para pequenas lesões na superfície da pele ou psoríase ungueal.
  • Luz de baixo nível ou terapia a laser - Às vezes chamado de "laser frio", os médicos também recomendam este tratamento para outras formas de inflamação da pele.
  • Fototerapia UVB em casa - Os médicos podem prescrever tratamento de acompanhamento em casa, com indivíduos usando caixas de luz de mão ou em escala menor para ficar em cima de sua psoríase e gerenciar qualquer aumento na coceira e placas ou "flares".

Não há cura para a psoríase, mas com o tratamento, as pessoas são capazes de controlar seus sintomas e melhorar sua qualidade de vida.

A fototerapia pode ser extremamente útil para pessoas com psoríase moderada a grave.

Devido ao potencial para um maior risco de câncer de pele, as pessoas submetidas a um amplo tratamento de fototerapia devem ter sua pele examinada regularmente por seu dermatologista.